Da sublimidarte

Julho 31, 2008 at 4:00 pm | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

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O grande ator, a exemplo de qualquer artista de valor, mostra que as premiações favorecem os artistas menores e são favorecidas com os maiores. Por raciocínio inverso, mas de igual conclusão, se o prêmio não consagra um menor, seu prestígio aumenta e, se não premia um artífice de peso, seu prestígio cai. De modo geral, alguns homens são tão grandes que se amesquinham em aceitar distinção em concurso, seja ela qual for. Pelo menos nisto, os grandes e os pequenos se aproximam, pois ambos desprestigiam um prêmio em aceitá-lo. Para esticar ainda um tanto o raciocínio, podemos dizer que a grandeza de um homem é tão maior quanto se empalidecem os elogios a ele dirigidos. De modo que, o talento se sobrepõe à ideologia que uma obra deseja passar, porque a grande arte tem uma verdade que está acima das ideologias e da moral.

 

Exúbero

(postado no www.digestivocultural.com )

Da Vulgata

Julho 30, 2008 at 2:35 am | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

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Ainda bem, Exúbero, que teve a fineza de colocar o nome de Deus em maiúsculas, como colocou o seu.

 

Binho

O riso olímpico de Deus

Julho 30, 2008 at 2:30 am | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH, AH!

 

DEUS

(mediunizado por EXÚBERO)

O Espírito de Deus

Julho 30, 2008 at 2:27 am | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

Deus, em Sua onisciência, ao deixar que o livro de Jó entrasse nas Escrituras Sagradas, sabia que milhares de anos depois, a gente iria rir de Sua falta de Espírito em comparação ao diabo. Por isso, foi mais irônico que o Capeta, seus críticos e eu.

 

Exúbero

(postado no www.digestivocultural.com )

Bem aventuradas as que sofrem

Julho 29, 2008 at 11:18 am | In Aforismos Desaforados | 3 Comments

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É realmente uma biboca, Pilar, este negócio de amor. Vivi muitos anos despachando a mulherada com naturalidade e com sentimento de dever cumprido. Se não queria mais, por que ficar com elas? Um dia, um amigo me disse que eu fazia as mulheres sofrerem. Resolvi ficar mais tempo com um exemplar deste curioso gênero para ver no que dava. Daí, bastou falar a frase “eu te amo” e a garota veio displicente abotoar a gola de meu colarinho, dizendo “eu também te amo, seu bobo”, seguido de um beijinho rápido, sincero como aquele beijo no Jardim das Oliveiras. Nunca mais vi brilho nenhum nos olhos dela. Só vi quando mandei a garota passear. E, depois, eu sou o leviano! Ora, se todos sentem isto, por que as mulheres me reprovam por eu preferir democratizar os afetos? Por que xingam se meu coração clama por um amor universal? Acho engraçado que todo mundo afirma o mesmo: basta um dos amantes se apaixonar, para o outro menosprezar, quando não anular por completo o companheiro. Já ouvi gente dizer enfaticamente “nunca diga que ama a pessoa amada”. Porcapipa, por que querem que eu me submeta a isto? Toda hora vemos as mulheres suspirando pelas tabelas por uma paixão não correspondida. Nunca a gente as vê suspirando por tempo considerável assim: “ahh, estou sendo amada, estou sendo amada”. Que conclusão chegamos nós, homens, diante de tanto queixume amoroso? Que as mulheres adoram sofrer e não há, para elas, nada mais inebriante que esse sentimento. E quem sou eu para negar às garotas este inigualável prazer?

 

Roberto da Concina

(postado do www.digestivocultural.com )

 

Eles

Julho 28, 2008 at 5:45 pm | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

Eles tomavam LSD e nós tomamos Lexotan. Eles eram psicodélicos, nós somos psicofármacos. Eles tinham love and peace, nós, love in pieces. Eles tinham os quatro de Liverpool, nós, quarto, living e pool. Eles, Das Kapital, nós, Daslu. Sex and rock x Sex in the city. Preta pretinha x prêt-à-porter. Tropicalismo x psicotrópicos. Sex free x food fast. Soul x funk. Eles tinham. Nós…

 

Exúbero

(postado no www.blonicas.com.br )

Filosofy Fashion Week

Julho 27, 2008 at 2:45 pm | In Crônicas Diárias | Leave a Comment

Precisamos estar na moda do pensamento atual. Deixe suas idéias do Pari e venha para a última moda de Paris e New York. E o que há de mais fashion na atualidade é que pensemos que o mal não é tão mal e o bem não é tão bom. Este é o pensamento de primeira, prêt-à-porter, podem confiar. Quem vesti-lo irá provocar verdadeiro frisson nos círculos de melhor freqüência, tenham certeza, porque os maiores pensadores da arte atual, há anos, vestem-no. Nada mais chic que mostrar as nuanças, digo, nuances, da moralidade, à conta de riqueza de pensamento, de abrangência de compreensão de vida, de percepção mais multifacetada da existência. Quer parecer inteligente? Então, reze: “a personagem é rica, e a trama, bem urdida, porque o malvado acabou fazendo o bem e o herói ficou perdido. É tão complexo que não sabemos quem de fato era o herói. Aliás, como é mesmo o nome do filme?” Nem os heróis de histórias em quadrinhos escapam desta onda de refrescamento filosófico. O herói ser bom, ora, coisa mais démodé, coisa mais maniqueísta! Por favor, não faça o papel do simplório de pensamento, não acredite na bondade, que cada dia tem vestido menos homens. Os artistas, sempre antenados com o que há de mais atual no pensamento moderno, repetem os filósofos que há pouco tempo, um século, vem mostrando ser impensável: falar sobre o bem. Nada mais cafona que isto, tire de seu armário todo o tipo de idéia que fale da moral, de princípios, de uma linha de conduta. Os filmes mostram como a verdade é relativa. Vocês viram as cenas do filme do último herói extraído dos quadrinhos: forçado por um psicopata, o cidadão teve que escolher entre sua vida e a de centenas de pessoas e escolheu salvar-se! Viram?? Como a verdade é relativa? Como disse o herói do outro filme a que assisti na temporada passada: a verdade é uma questão de perspectiva. Uau! Viram que idéia bem alinhavada? E que perfeito caimento?

 

Binho 

(postado  no www.interney.net/blogs/gravataimerengue )

   

Arte arteira

Julho 26, 2008 at 2:09 pm | In Crônicas Diárias | Leave a Comment

Há uma coisa na obra de arte que é inegável, inconteste, isto é, ou cinema, romance, quadrinhos, tevê, toda obra precisa conter o seu próprio sistema, ou o conjunto de normas que regram as escolhas estéticas contidas num mesmo trabalho, pois cada expressão artística de nota é aquela que cria um mundo em si, um portal que tem o encanto de nos transportar a terras estranhas, que, embora estranhas, são feitas de regras tão rígidas que botam em xeque a premissa da arte, de tornar-nos libertos, ah, está certo então o que disse que a obra condena a si própria se ora obedece a lei que instaurou por si mesma, de forma graciosa, e ora a descumpre, de pronto recai o castigo mais duro ao artista, a carta ser vista na manga diante do público, pois se arte se mostra sempre faceira e libérrima, ao fim e ao fundo ela mais liberta a quem a contemple que é livre em seu cosmo de regras intrínsecas, porquanto, se é uma menina arteira que sai pelo mundo a encantar os homens com suas histórias de enlevo, ela, a arte, é arteira bem séria, que brinca com idéias em densas estruturas formais, qual sereia que nada em meio ao arcabouço de velhos navios afundados, pois ainda que fútil, e lassa, ou vil pecadora, tem lá seus requintes de moça direita ao mostrar mesmo às almas concretas e práticas, o alicerce e as vigas de um sonho, espantando a todos, quanto mais o artista, ao mostrar-se precisa e implacável na forma, uma última arte que prega em incautos artífices.

 

Cristina

(postado no www.interney.net/blogs/gravataimerengue )

Cidade Maravilhosa? Qual!

Julho 25, 2008 at 1:56 pm | In Crônicas Diárias | Leave a Comment

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Rio de Janeiro!? Ora, amigo carioca, se quer conhecer uma cidade de verdade, dê uma passadinha aqui, na Mooca, e vai ver só beleza e entusiasmo de encher os olhos. Fica fácil chegar, basta vir para São Paulo, cidade de periferia que fica na Grande Mooca. Os paulistanos costumam considerar este meu pedaço apenas um bairro. Pura inveja. Eu não discuto muito com eles por uma natural superioridade típica dos mooquenses. O subúrbio faz de tudo para diminuir a gente daqui, da metrópole. Nós não damos a mínima. Repare no caso do Juventus (este, de onde falo, da capital, não o de Turim, aquele time de várzea). Os clubes paulistas fazem todo tipo de cartolada para manter o time na segunda divisão. Mas nenhum deles tem o passado de glórias do Club Juventus da Mooca. Inclusive, caso vocês aí do Rio, que contam com algumas equipes carentes de títulos ou de torcida expressiva, como o Flamengo, queiram algumas orientações salutares sobre a arte do futebol, o clube está à disposição. Infelizmente, nem todos que ensinamos mostram o necessário empenho em aprender e estamos um tanto cansados de ensinar certos times desprovidos de espírito para ser um vencedor, como é o caso do São Paulo Futebol Clube, deve ter ouvido falar, que abusam de nossa boa vontade. Venha para conhecer a Mooca. Mas receio que só consiga visto provisório. Há que entender, meu caro, o Brasil e o resto do mundo querem morar aqui e não admitimos super lotação. Claro que temos preferência por descendentes de italianos. Se porventura tiver algum avô italiano, ainda podemos analisar seu caso. Não aceitamos qualquer Barros, Rodrigues, Silva ou Souza. A não ser que você consiga fazer uma adulteraçãozinha no seu registro e mudar para Barri, Rodricci, Silvano ou Souzalato. Não é que a gente seja bairrista, mas um certo apartheid cultural sempre cai bem para manter o nível. Ninguém pode nos recriminar por alimentarmos certo purismo distintivo. Basta ficar alguns dias por aqui e, se não ficar humilhado e se sua humildade não acabar pulverizada, como costuma ocorrer aos visitantes, verá que nosso espírito distintivo é até modesto. O que podemos fazer? Coloque-se em nosso lugar. Já deu uma olhada na vergonhosa falta de cultura de certos bairros da cidade de São Paulo, como aqueles ignorantões da Vila Madalena, só para citar um caso? E querem que a gente se misture? Não que a gente seja metido ou elitista e nunca deixe de descer o Olimpo para educar as massas ignaras. Não, não, de modo algum. Basta qualquer um destes bairros carentes de educação nos solicitar e lá estaremos nós, para dar alguma palestra, curso, work shop, ensinando com o tato que nos caracteriza para não diminuir os irmãos circunvizinhos, através de temas atraentes como: “Não envergonhe sua família ao abrir a boca” ou “Como acabar com a ignorância e o provincianismo”. Assim somos nós, mooquenses. Tudo pelo crescimento do entorno.

 

Roberto da Concina

 

(postado no Cronópios – www.cronopios.com.br )

União feminina…

Julho 23, 2008 at 10:41 pm | In Aforismos Desaforados | Leave a Comment

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Esta foi a melhor que já ouvi: mulheres, uni-vos! Só podia vir da sua cabecinha, Cecília D’Ávila. Escute, meu bem, as mulheres só se unem quando estão falando de outra que se acha ausente. Por isto, fica muito fácil para nós homens continuarmos no poder. Ah, o doce sabor do poder! Acho que não há nada mais embriagante que assistir às mulheres brigando do alto de nossas cadeiras de encosto elevado. Nessas horas, temos que tirar do rosto a expressão de presidente-proprietário e mostrar uma fisionomia paternal de quem diz: não briguem, meninas, papai vai resolver o problema.

 

Roberto da Concina

(postado no www.interney.net/blogs/gravataimerengue )

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