Poema galante perfeito

Junho 23, 2009 at 6:14 pm | In 1 | Leave a Comment

Da beleza que aflui por teus encantos
Vi dum golpe o risco de uma lágrima
Deste rosto terno como o espinho
Enxergo cera ao que era alvo linho

Em que te transformaste te pergunto
Porque és diversa, ris, e veste luto
Noutro tempo me surgiste, e me velaste
Foi amar-te para andares feito haste

No passado me sagraras cavaleiro
Mas a espada que puseste na ombreira
Bebe agora com prazer em meu pescoço
Dum instante velho sou, há pouco moço

Tua lágrima não escorre pelo rosto
A qual um dia eu supus que fosse água
É pingente de cristal e torno ao mosto

Thiago DaClô

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