Sou – Canto 34 – Alva

novembro 9, 2011 às 11:41 pm | Publicado em Sou | 3 Comentários

Continue, Fábio
Olhe onde pisa
A senda se estreita
Cada passo
Há que calcar bem
Nesta treva eleita
Desce mais pelos túneis
Você ainda se encontra aquém
A ira tem tons
De rosa
A inveja
Torna-se alva
E viscosa

Estalactites
Estalagmites
Luz ao fim do túnel
Qual se visse
De dentro afora
A garganta em funil
E o túnel se comprime
Como uma boca
Em que trava
O azedo
E você
Engrandece
Qual levedo

Coisa esquisita
Sente-se grande
E tudo o rebaixa
Mas se estava
Em caverna ampla
Achava-se um nada
Então, cuida ver dentes
Enquanto cresce
Almas obesas
Encalham
E presas
Cumprem seu fim
Cortam e talham

Mas ei-lo, Fábio
Ei-lo que passou
A estreita caverna
Está de pé
Então pode andar
Nesta estrada averna
Caminha ereto e forte
No entanto, nunca
Se empertigue
Sê o que diz
Mas o frio
Dobra a todos
Não sua cerviz

Línguas de fogo
Bafo gélido
Áspero e cortante
Não o abatem
Você tem calor
Próprio e abundante
Mas os outros ressentem o frio
A soma dos imos
Forma o lugar
Frio e ermo
Local que é
Sempre será
Mal sem termo

RAFAEL

Sou – Canto 34 – Alva V

novembro 9, 2011 às 11:39 pm | Publicado em Poesias | 1 Comentário

Línguas de fogo
Bafo gélido
Áspero e cortante
Não o abatem
Você tem calor
Próprio e abundante
Mas os outros ressentem o frio
A soma dos imos
Forma o lugar
Frio e ermo
Local que é
Sempre será
Mal sem termo

Sou – Canto 34 – Alva IV

novembro 9, 2011 às 6:35 pm | Publicado em Poesias | 1 Comentário

Mas ei-lo, Fábio
Ei-lo que passou
A estreita caverna
Está de pé
Então pode andar
Nesta estrada averna
Caminha ereto e forte
No entanto, nunca
Se empertigue
Sê o que diz
Mas o frio
Dobra a todos
Não sua cerviz

Sou – Canto 34 – Alva III

novembro 8, 2011 às 10:27 pm | Publicado em Poesias | Deixe um comentário

Coisa esquisita
Sente-se grande
E tudo o rebaixa
Mas se estava
Em caverna ampla
Achava-se um nada
Então, cuida ver dentes
Enquanto cresce
Almas obesas
Encalham
E presas
Cumprem seu fim
Cortam e talham

Sou – Canto 34 – Alva II

novembro 6, 2011 às 12:43 pm | Publicado em Poesias | Deixe um comentário

Estalactites
Estalagmites
Luz ao fim do túnel
Qual se visse
De dentro afora
A garganta em funil
E o túnel se comprime
Como uma boca
Em que aperta
O azedo
E você
Engrandece
Qual levedo

Sou – Canto 34 – Alva I

novembro 5, 2011 às 12:44 pm | Publicado em Poesias | 1 Comentário

Continue, Fábio
Olhe onde pisa
A senda se estreita
Cada passo
Há que calcar bem
Nesta treva eleita
Desce mais pelos túneis
Você ainda se encontra aquém
A ira tem tons
De rosa
A inveja
Torna-se alva
E viscosa

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