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	<title>Mauro Judice &#187; Crônicas Diárias</title>
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		<title>A misantropia dos gênios</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 12:05:28 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>   Comentou o crítico literário Harold Bloom em seu livro, O Cânone Ocidental, sobre a famosa personagem de Molière: “Alceste, por mais energético e admirável que eu o ache, é a consequência direta de não seguir o conselho de Montaigne que concluiu ‘Da Experiência’: As pessoas obcecadas por esta ideia de separar o corpo do espírito, de se tornarem diferente e deixarem de ser homens são loucas; não se transformam em anjos e, sim, em feras. No fim, desejando fugir para uma solidão deserta (por mais metafórica que seja), o que Alceste faz é cortejar tudo que Montaigne mais temia”.<br />
	Muito estranho este posicionamento do eminente crítico literário. Se desse modo interpreta o misantropo Alceste, por que não faz recair a mesma censura nas grandes personagens da História Literária que são quadros perfeitos de misantropia? Hamlet, a quem o crítico estima à altura de suma sabedoria, é o campeão do comportamento misantrópico. O herói mata pelas próprias mãos ou é responsável pela morte de seis ou sete pessoas. Transforma em pó todo o assentamento social à sua volta e quase toda a relação afetiva, inclusive – e, talvez, sobretudo – o afeto materno, transubstanciado em sua amada Ofélia. E este célebre protagonista é acompanhado em sua misantropia obcecada por quase todas as grandes personagens da literatura universal: Aquiles, Ulisses (de Homero), Agamenon (de Ésquilo), Édipo (de Sófocles), Medeia (de Eurípedes), as mais notáveis personagens dantescas, Quixote, El Cid e Chimène, Alceste, D. Juan, Tartufo, Fedra (de Racine), Satanás (de Milton), Fausto, Julien Sorel, André Bolkonsky, Hadji Murat, Raskólnikov, Peer Gynt, Hedda Gabler, Marcel (de Proust), Gregor Samsa, Josef K, Vladimir e Estragon&#8230; Além das grandes personagens do próprio Shakespeare: Lear, Otelo, o casal MacBeth, Faustaff&#8230; Isto para ficar apenas nos protagonistas das maiores obras, dos maiores autores. Reparem como todos eles radicam na misantropia, (com a simpatia de todos nós) até deliberarem sua exclusão integral da sociedade: o encontro com a morte – nem sempre lograda.<br />
Não vemos aí algo de profundamente contraditório no raciocino de Molière, ao criar Alceste, assinalado por Bloom, corroborado pelo pensamento de Montaigne e visivelmente alicerçado pelos gênios do pensamento universal? Isto é, criticam aqueles que consideram misantropos e, no entanto, defendem verdadeiros epítomes de misantropia. Ou, por acaso, tomam por comportamento misantrópico apenas o indivíduo que evita os seus pares? Não é misantropo quem permanece em convívio social, mas vive a rebaixar, maltratar, ferir ou matar as pessoas de seu círculo de relações, notadamente a família? Dicionário Aurélio: misantropo: 1. Que ou aquele que tem ódio ou aversão à sociedade 2. por ext. Que evita a convivência; que prefere a solidão; que é solitário, insociável. Se valesse apenas a segunda, a acepção por extensão, por que do adendo de Bloom: “por mais metafórico que seja”? Evidente que os bien pensants sabem que misantropo é aquele que rejeita a vida social, de corpo presente ou não. Ora, então por que distinguir Alceste de Hamlet, de Fausto, do Quixote, dos outros todos? Na verdade, a espécie de misantropia que os gênios modernos não admitem em Alceste – a qual procuram qualificar à conta de sociopatia – é a do indivíduo ante-social, porque liberto das ligações puramente sociais. Na realidade, não gostam do indivíduo forte, emocionalmente independente. O homem desapegado a tudo o que o impele ao convívio forçoso, uma vez que ele não sofre as injunções da paixão e refrata as convenções da sociedade, da família, da religião que sedimentam a passionalidade. O homem que não se deixa arrastar por uma paixão desenfreada nem cede a parceiro afetivo que satura seus pensamentos, domina-o, em quem não confia e que, não raro, fá-lo sentir-se um “cocu imaginaire”, estragando seus dias.<br />
	Reparem como é maravilhosa a alma humana. Dentro de nós temos inscrito o projeto do que devemos ser. No fundo, cada um destes grandes gênios da literatura ou da filosofia, ressente-se por ser presa das forças afetivas passionais, que nos aferroam a pessoas ou círculos de pessoas desqualificados. E sofremos barbaridade por tal fraqueza. Freud se acerca do fenômeno ao definir a distinção de Superego, Ego e Id. Com efeito, existem forças dentro da psique que lutam entre si, uma incitando ao avanço emotivo, outras, retardando-o, e fazem o indivíduo ressentir-se de si, no momento em que não concretiza uma qualidade potencial. Isto é, o sujeito torna-se desgostoso da própria conduta, conscientemente ou não, quando seu íntimo demonstra a plena possibilidade de maturação e as forças psíquicas contrárias o fazem derrapar.<br />
E não se trata de coincidência quase constrangedora o fato de Nietzsche, o mestre não professo de Bloom (pai da teoria da Escola dos Ressentidos) ter sido o grande teórico do ressentimento (emulando o ressentiment de Stendhal, que, aliás, prestou ao filósofo alemão muito, muito mesmo, do que este elaborou)? Quer dizer, todos os três conhecem bem o ressentimento, entendem perfeitamente o efeito do agon vivido pelos gênios frente à sobrevivência, neles próprios, dos seus limites sentimentais, deflagrados pela simples presença de indivíduos maduros. Ressentem-se dos homens independentes que um dia serão, mas entorpecem este subjacente e incômodo sentimento criando teorias sofisticadas e cosmogônicas – aqui Nietzsche se acorre de Heráclito, com Bloom o secundando – onde o filósofo alemão enaltece as potências criativas do ser (eróticas, ainda que apolíneas) em oposição ao que considera a fria razão socrática que estiola o vigor e a auto-estima dos jovens e, enfim, de toda a sociedade. Tudo muito brilhante, claro. Brilhante demais, sofisticado demais para se preocuparem com um problema prosaico como este: precisam dominar sua dependência afetiva; precisam se tornar livres de suas paixões; importa serem misantropos no melhor sentido da palavra. Mas não querem admitir-se presos. Ao contrário, dizem-se fortes, vitalistas, muito diversamente da espécie de homem que criticam, o homem médio, o qual tomam por foragido da vida social, dos riscos da paixão e da sexualidade aberta, porque é fraco, tíbio de coragem, sem energia para encarar os embates do relacionamento. Deveras, sua crítica é justa e oportuna com respeito à maioria das pessoas. O homem médio realmente age conforme eles criticam. E se serve da conversa fiada, da argumentação auto indulgente criada pelos sacerdotes das igrejas institucionais para escamotear sua mediocridade. Sim, pois eles, estes egrégios sacerdotes, mais não fazem que criar uma argumentação que diviniza os sentimentos mesquinhos do homem médio. Chamam de piedade ao que não é mais que covardia, tomam por pacifismo ao que não passa de passividade, querem ver serenidade aonde só existe desânimo e languidez. Contudo, a despeito de ser assim a imensa maioria, há os homens auto dominados. E verdadeiramente livres. Apenas um liberto emocional já é o suficiente para se constatar a possibilidade de todo homem realizar-se no campo emocional.<br />
No esforço de justificarem seu limite e rebaixarem o indivíduo maduro, os pensadores estetas confluem em mais um argumento teórico: a tese da “energia”, quando a supõe como a suma qualidade a que pode aspirar um homem ou personagem, ou um homem-personagem. A energia, fenômeno salientado por Stendhal e emulado de novo por Nietzsche; e Bloom. A energia que este admira em Alceste. Qualidade de homens de fibra e audaciosos que não hesitam em se atirar às aventuras que lhe impõe a vida, vivendo-a deveras, ao contrário do resto dos mortais, pusilânimes, sem vitalidade, escondidos em suas vidinha assustada. Entre a dor e o nada, preferem a dor, como escreveu Willian Faulkner, num corte de brilhantismo. Realmente brilhante, eles produziram uma arguição incrível – e o digo sem ironia. Ninguém defendeu o erro com tanto acerto. Mas o que sempre me impressiona sobre tudo mais é a capacidade humana de pintar o erro com a mais refulgente das tintas. Quanta energia boa dispensada para a esterilidade. Asseguro-lhes, meus inteligentes e talentosos irmãos, vocês estão à porta. Deem um passo, um só. E entrem. Se acaso eu tivesse sua genialidade, com que facilidade lutaria contra meus limites emocionais. E entrava.<br />
	No entanto, a verdade, mesmo tosca, engrola incomodamente suas impertinências. Ao ler a biografia dos grandes filósofos, inclusive os da arte, verificamos que suas vidas não foram outra que a de um misantropo rematado. Elas se mostraram, no melhor das hipóteses, longa solidão acompanhada. Tanto ou mais solitária que a existências de seus Alcestes que direta (Molière) ou indiretamente (Shakespeare) os gênios da literatura criticaram. Como afirmei, os filósofos estetas perderam tanta energia cognitiva para se justificar – e energia física para manterem um pífio equilíbrio mental – que acabaram cometendo o erro que Nietzsche recriminou em Sócrates. Racionalizaram demais e deixaram de viver o amor e, até, a sexualidade, em toda sua extensão de possibilidades, morrendo sós e desapaixonados.<br />
	Se eram misantropos, por que de construírem tão articulado edifício filosófico contra a misantropia? Desconfio que tinham medo de se separarem de seus corpos. Não falo de se separarem das compulsões naturais de seus corpos. Não. A parte sexual é uma bobagem, pura periferia, frente a todo o resto que o indivíduo tem que se desapegar na alma. Vivam a sexualidade com alegria e em todas as suas potencialidades, pois o que prende a alma ao corpo é a dependência afetiva, o vício do aplauso, tão característico dos artistas e demais homens de eminência cognitiva.</p>
<p>BINHO</p>
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		<title>Sofisticação</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:02:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti por estes dias a um comercial de televisão, onde uma top model passarelava pelas ruas de Paris, a fim de emprestar um verniz de sofisticação aos cosméticos que divulgava. Verniz por quê? Acaso a capital francesa não tem a força de imprimir sofisticação como no passado? Nada disso, as coisas continuam iguais. A França ainda é decisiva na <em>haute culture.</em> Porém, com a educação das classes média e baixa, e a emersão da bolha de cultura de massa cheia de estardalhaço e esterilidade, capitaneada pelos Estados Unidos, fica a impressão de que o país europeu perdeu espaço. Mas a França lembra um vale ajardinado em que é a estufa, matriz de toda a vegetação, porém não mais que um ponto do horizonte. Se assim não fosse, os redatores da campanha de cosméticos teriam escolhido Nova Iorque ao invés de Paris. Então, o que tomo por falso no reclame de tevê? Falso é locar a capital francesa com o fito de imantar sofisticação aos produtos comerciais. O capitalismo sempre soube fazer esta <em>expropriação</em> <em>indébita</em> a todo o princípio de valor humano, de maneira a envelopar seu material descartável. Este o problema. As pessoas mostram o corpo da sofisticação e se esquecem da alma. Mas, sendo assim, o que de fato imprime sofisticação a Paris? O que é sofisticação?</p>
<p>Estava outra feita a assistir a esta caixinha de surpresas evanescentes que é a televisão, quando passou um programa que realmente responde estas perguntas. Uma jovem senhora caminhava pelo Central Park, enquanto fazia alguns comentários sobre o comportamento do homem moderno. Apinei-me no sofá, a atenção cada vez mais pregada na tela, aquilo era sofisticação. Não sei o nome dela nem qual era o programa, o qual peguei já pelo meio infelizmente. Afirmava mais ou menos o seguinte: nos dias de hoje, o sujeito precisaria ser “mega ético” para ter uma conduta sólida, em face da dissolução dos princípios do mundo atual. Observou que homens proeminentes, como o ex-presidente Bush, orgulhavam-se de assinar a condenação de morte de um indivíduo ou de arrasar um país pobre e indefeso. Lembrou que Derrida já observara que um ser humano de valor não poderia ser feliz, enquanto existissem as tantas desgraças e misérias espalhadas pelo mundo. Tive vontade de me casar com ela. Que respeito e admiração senti por sua delicadeza e sofisticação de espírito.</p>
<p>Não que me impressionassem seus argumentos. Não, não. Na verdade, nem compartilho seu posicionamento filosófico. Não gosto muito dessa posição de Jacques Derrida que, para mim, é um retempero do conceito de angústia de Kierkegaard, via Heidegger. Chego mesmo a ver contradição no raciocínio da delicada moça. Ela dá suporte à atitude “mega ética” através da filosofia, quando é ela, a filosofia moderna, o maior instrumento para a relativização da ética. Finda a primeira década do novo milênio, vislumbramos já com certo distanciamento o século passado e compreendemos o descompasso do pensamento moderno, com suas teorias contrastantes, caóticas e, ao fim, autofágicas, levando a humanidade a uma verdadeira balbúrdia filosófica que, por isso, não traz nenhum assentamento da ideia de ética. Vimos se estiolar o pensamento existencialista (ou fenomenológico) de Sartre e Camus, roubando de seu pai espiritual, Kierkegaard, a espiritualidade que ainda fixava nortes de conduta (concorde-se ou não com sua moralidade). O reducionismo ou a desconstrução do código verbal com o fim de encontrar a verdade básica, elementar, laborada por Russell e Wittgeinstein (e Saussure; e Derrida&#8230;), foi minada pelas contestações sistemáticas dos filósofos que os precederam. Habermas só contribuiu para a ética apriorística ou transcendental de Kant ficar ainda mais desacreditada (e toda a metafísica). A desilusão do socialismo fez a Escola de Frankfurt parecer uma piada e tudo acabou por deixar um vácuo completo de ética no pensamento do Ocidente. <em>Enfin</em> <em>Nietzsche</em> <em>vint</em>! E veio com toda sua filosofia imberbe, eivada de falta de sentido orientador, levando ao nada, nihil, o que significa dizer, à destruição &#8211; seu pensamento foi protéico ao nazifacismo, sem que o filósofo tenha sido, como acusado, nazista, anti-semita ou niilista.</p>
<p>Quer dizer, toda a reserva ética orientadora pré-existente foi pulverizada pelos avatares da filosofia dos séculos XIX e XX e não resta hoje pensamento substancial que dê delimitações ou parâmetros para se saber diferenciar o certo do errado.</p>
<p>Alguém poderá perguntar: se o raciocínio filosófico da delicada mulher do Central Park não era o que me pareceu o mais sofisticado, o que era então? Seria, claro, exagero não ver uma nota de sofisticação na base filosófica do raciocínio da moça. Mas, para mim, o que havia de sofisticado, de rematadamente sofisticado no que dizia foi o fato de, a despeito de não contar com nenhuma base teórica para sustentar sua ética, ela teimava em ser ética. Mega ética. E não tenho a menor dúvida de que o era em face de ser contracorrente, sem nada para consubstanciar-se, sem nada para ganhar. Isto me impressiona. Ora, para mim é fácil desejar ser ético. Quem é cristão sincero, ou budista, ou taoísta, ou sufista&#8230;, acredita na existência de um deus e, pois, tem que necessariamente acreditar numa lógica cosmogônica, visto que, acreditar em um Criador, implica em acreditar em suas leis morais. A norte americana, no entanto, aparentemente sem base religiosa, caminhando com a calma digna de quem está deslocada no epicentro do capitalismo selvagem, professava a ética. Não tinha nada que a fizesse acreditar no que quer que fosse e, porém, recusava-se terminantemente a dispensar a conduta ética, sabendo o quanto sacrificaria em não compactuar com a confraria de interesseiros e arrivistas cada vez mais poderosos, incensados e cooperativistas. E o tanto que sofreria em estar vulnerável e sem recursos, sobretudo no meio onde a vida exige das pessoas mais competência e competitividade e onde as cobranças vêm com maior acidez: na família. Eu, que não passo de um cristão convicto, não faço mais que o dever banal e primário no momento em que observo códigos morais. Ela não. Tem tudo para não seguir orientação alguma, ética que seja. Além disso, tem a desesperança. Eu conto com a crença de uma ordem acima de todas as coisas. Tenho ninguém menos que Deus para me proteger, enquanto ela nem sabe se ele existe. E tenho a satisfação íntima, que não revelo a ninguém (para posar de amoroso com meus semelhantes), de que todos os desonestos e omissos irão pagar cada mínima dor provocada aos outros. Ela, por seu turno, amarga o testemunho diário ao ver os canalhas levando quase sempre a melhor neste planeta desigual e dissimulado. Chego mesmo a pensar que, perto dela, sou menos crente. Ela é quem na verdade crê, com pureza, porque não tem qualquer motivo pessoal para fazê-lo. Conta realmente com uma força misteriosa e imponderável que a sustenta. Só posso entender que, no fundo, acredita nos sentimentos. Acredita no amor, por que certamente o sente em grau elevado. Para mim, significa o máximo de sofisticação a que um ser humano pode chegar. É fácil acreditar na existência de normas de conduta sociais ou religiosas quando se é um cidadão mediano, domesticado pelas convenções sociais, temente a Deus e à cadeia. Ademais, um ser mediano tem menos capacidade crítica e, pois, menos espaço de ação pessoal. Não decide por si, a sociedade decide por ele. Assim, quem questiona pouco, decide pouco e tem menos responsabilidade por seus atos. Minha nobre norte americana, pelo oposto, decide muito. Porque questiona. E questiona muito, alicerçada nos homens mais inteligentes do planeta, os filósofos, com as posições críticas mais demolidoras. No entanto, contra todas as expectativas da razão, ela se finca na ética. Precisa ser mega ética para conseguir enfrentar tanta carga contracorrente. Não só da sociedade, mas de si, de sua própria apreensão de mundo. Maravilhoso. Eu não sei se conseguiria resistir a tanta pressão contrária se estivesse no lugar dela. Provavelmente, viraria tão cético e desalentado que, perto de mim, Schopenhaeur pareceria o <em>Candide</em> de Voltaire.</p>
<p>Com tanta falta de parâmetros, a filosofia cedeu espaço para a filosofia dos estetas (e não é o dionisíaco Nietzsche, o queridinho dos artistas, antes de tudo um artista?). O pensamento dominante encontra-se sitiado pela crítica literária que quer nos impor a verdade através do tropo do tropo, isto é, do mistério. Veneram Cervantes, Shakespeare ou Dante pelo que suas obras possuem de mais oculto ou super metafórico, o que dá no mesmo. É o conceito redutor da mensagem de Pound, ou o conceito de <em>obra</em> <em>aberta,</em> de Eco, ou seja, a obra torna-se tão mais rica quanto mais permitir interpretações diversas, ou quanto mais significados expressarem seus significantes. Colocam uma metáfora numa caixa de espelhos e se admiram do efeito caleidoscópico, pela multiplicidade infinita de perspectivas a que induz.  Para eles, está aqui a quintessência da sofisticação. Amam Shakespeare, Borges, Kafka, sobretudo pela abrangência de sua inteligência a qual “não podemos apreender”. Amam o mistério acima de todas as coisas. Sim, todos amamos. Deveras, o mistério, ou o desconhecimento, engloba tudo aquilo que ainda não conhecemos, que será sempre, infinitamente, maior e mais instigante do que tudo o que conhecemos. Seguem a brilhante intuição nietzschiana de que a ideia apreendida por palavras perde de imediato sua riqueza de conteúdo. Acontece que no desconhecido encontra-se toda a inteligência do mundo, mas também toda a burrice. Não podemos nos permear pelo mistério, mas pela verdade eclodida, pobre que seja. Quando a encantadora norte americana deixou de lado o conhecimento “cosmogônico” e inapreensível de Goethe ou de Joyce, ela sabia que precisaria ser mega ética, para continuar sendo íntegra, pois os sofisticadíssimos gênios estetas não saberiam lhe dizer porque deveria devolver o troco que o caixa do supermercado lhe deu errado. E não venham me dizer que existia, em sua correção de conduta, certo atavismo da cultura judaico-cristã. Não, de modo algum. Ela era sofisticada demais para seguir estas ideias sem fazer a crítica. Ela seguiu a ética por outro motivo, mais profundo e vibrante. Sucede que o sentimento de não querer prejudicar ninguém ou, mais, sentir-se feliz com a felicidade alheia tornou-se um clichê desinteressante para a filosofia e a arte. Culpa do homem que esvaziou o sentido destas palavras no momento em que não as realizou em atos. Porém, tornar-se humano ainda é o que de mais sofisticado pode o indivíduo laborar, sobretudo, quando se vê emancipado do inconsciente coletivo e não tem qualquer estímulo externo para fazê-lo. Deu-nos uma lição do que nos distingue como seres humanos, esta <em>sophisticaded</em> <em>lady</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BINHO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/637/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/637/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=637&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nietzsche virá para o Natal?</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 16:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[“A piedade é um sentimento apenas para os décadents” Ecce Nietzsche. Em incontáveis demãos de piedade e grandeza, a cristandade pintou sua covardia. Nietzsche estava certo. Mas degradar a piedade em impostura, até que ela se torne mais que um gesto amplo e vazio, já seria ir demasiado longe. A verdade sempre foi reivindicada para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=329&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A piedade é um sentimento apenas para os décadents” Ecce Nietzsche.</p>
<p>          Em incontáveis demãos de piedade e grandeza, a cristandade pintou sua covardia. Nietzsche estava certo. Mas degradar a piedade em impostura, até que ela se torne mais que um gesto amplo e vazio, já seria ir demasiado longe. A verdade sempre foi reivindicada para justificar toda mentira e nem por isso deixou de existir. A piedade é sentimento característico de indivíduos sensíveis, porque sobretudo enxergam a fraqueza que está atrás de toda a ofensa. Seria possível que Nietzsche não tivesse compreendido isto? Custa crer, pois, se confirmada tal insensibilidade do filósofo, toda a verdade nietzschiana assentar-se-ia numa mentira escandalosa: os homens travestem sua covardia em compaixão (ou humildade), o que reclama a negação deste sentimento, para aquele que deseja mudar, transmutar-se, fortalecer-se, deixando para trás toda a pusilanimidade. O que precisa mudar não é a compaixão, mas a impostura de compaixão.<br />
          Contudo, para falar, mensurar, supor, abranger este sentimento, é preciso senti-lo antes de tudo. E para saber em que amplitude dele mencionaram os homens grandes, é preciso senti-lo grande. Jesus ou Buda não podiam falar de piedade de um modo pequeno. Como também do amor. Nietzsche teria sentido grande qualquer destes sentimentos? A grandeza intelectual do filósofo não o assegura. Pululam pela História inteligências luminosas, miseráveis de sentimentos. Perversas até. Aqui clamo a um ponto a mim caro no que tomo por Filosofia. A apreensão intelectual se desenvolve com o refinamento emocional. Ponto que ainda me parece parcamente explorado pelo pensamento humano. Não nos constrange e, mesmo, revoltam as inúmeras descrições gratuitas de homens trucidados na Ilíada, escrita por Homero? Homero, o maior vate da História? A inteligência pura? Por este prisma, não seria um posicionamento honesto relativizarmos nossas convicções sobre o Cristo ou o Buda, por não sentirmos o que eles sentiram? Não seria justamente este o ponto que nos separa deles? O grau de sentimento de compaixão? Podemos reduzir tudo o que falaram em praticamente isto: a distinção de sentimentos leva à distinção de apreensão ao mesmo fato. Assim, Jesus veio apresentar a Nietzsche o sentido da piedade ou veio ensiná-lo a senti-la? A potencializá-la? Aceitamos que um homem simples não entenda o sentido – o sentido! – de peça literária de Proust ou Marivaux, por não ter maturidade emocional para alcançar as sutilezas sensíveis nos textos, embora o sujeito saiba ler com perfeição. Aceitamos a graduação para baixo de nós. Todavia, não, para cima. Insensatez pura. Não só é provável que existam pessoas em maior desenvolvimento emocional que nós, como é inerente que assim se proceda. Existir o menos, implica em existir o mais.<br />
          Não admira que Nietzsche tenha desconfiado da compaixão e humildade demonstrada pelas gentes, ainda mais dos religiosos. De quantas maneiras o ser humano é capaz de fingir os sentimentos e, por incrível que pareça, fazer extravasar qualidades de seus piores defeitos. Quanto silêncio vem mimetizado de humildade, só para citar um dessas alquimias. Por acaso, tantas vezes não encarnamos aquela espécie de personalidade que nunca emenda um comentário, nunca faz uma crítica a outras pessoas – nem aos políticos – pouco mostra sua opinião à respeito de coisa alguma? Com toda a certeza, não agimos assim por verdadeira simplicidade ou compaixão aos limites alheios. Eximimo-nos de falar por motivo bem outro ao da humildade. Porque temos certezas demais.  Esquivamo-nos de discutir, porque achamos pura perda de tempo. Tão certos de nossas convicções, não inclinamos a ouvido a opiniões contrárias, uma vez que nossos “oponentes” ou estão errados ou estão mal intencionados. Daí ecoamos grutescamente qualquer frase dita por interlocutor que seja, colocando-nos de fora ao menor comprometimento, além de incensar tal gesto pelo carisma que a dignidade do silêncio empresta. Somos brincalhões, nunca levamos a sério uma discussão. Sabemos extrair simpatia da extrema arrogância, pois que de mais arrogante achar-se conhecedor da questão a ser discutida, a ponto de estimá-la esgotada de novos pontos de vista? Gosto de Nietzsche porque gostava de discutir e – engraçado – era considerado o mais arrogante dos filósofos. Podia ser, mas garanto que, desejando expor-se, ao menos aí mostrava mais humildade que nós, os pretensiosos humildes (os quais adoram um falastrão, amam estar ao lado deste tipo, já que seus enigmáticos silêncios serão exaltados). Friedrich Nietzsche, não gostava dos religiosos por isto. Ele sabia que são necessárias muitas incertezas para se solidificar uma certeza. É preciso um bocado de perspectivas para se montar uma convicção. E a convicção é como uma casa, sempre em obra. No entanto, a inteligência provou ser muito mais ardilosa que se pensava. Mesmo homens que vociferavam a liberdade de pensamento, caíram por limitá-la.<br />
          O grande filósofo alemão não gostava de religiosos, os indivíduos mais convictos da Terra. Porque não são convictos de seus deuses, mas de si. São convictos do deus que os afirma. Por isso, as intermináveis guerras de religião. Ele estaria errado? De fato, não posso conceber religião que não negue o devoto, censure-o, limite-o, humilhe-o, abandone-o. Cure-o. Se sou cristão, sou por ser convicto de que Jesus falou a verdade. Porque a sentiu, tocou, abrangeu, melhor que eu. Sua percepção muito mais apurada o fez ver a realidade, contemplando-a em grande angular. Precisarei de muitas incertezas, enquanto matura minha compaixão, para apreender apenas uma das certezas do homem que acaba de nascer.</p>
<p>(postado no www.digestivocultural.com  )</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/329/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/329/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=329&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Bondade Divina</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 00:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Certo homem reclamava de Deus pelo destino de apanhar doença incurável e ser desenganado pelos médicos em tenra idade. Procurou conhecido sábio e lhe deitou suas mazelas. Malthus Além, o sumo sapiente, com sorriso plácido e imperturbável, retrucou: serenai o espírito, filho, que contar-vos-ei uma história que aplacar-vos-á todo sofrimento. “Havia um homem que reclamava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=287&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certo homem reclamava de Deus pelo destino de apanhar doença incurável e ser desenganado pelos médicos em tenra idade. Procurou conhecido sábio e lhe deitou suas mazelas. Malthus Além, o sumo sapiente, com sorriso plácido e imperturbável, retrucou: serenai o espírito, filho, que contar-vos-ei uma história que aplacar-vos-á todo sofrimento. “Havia um homem que reclamava o mesmo que vós, porque era jovem e estava à porta da morte. Era vitimado por doença fatal e estava com os dias contados, enquanto tantos viveriam mais que ele, mesmo chegados à velhice. Até mesmo para seus vovozinhos, ele olhava com certo rancor, porque os velhinhos sobreviveriam ao moço. Em seus dias restantes, viveu apenas suplicando para que Deus o deixasse viver como o resto dos homens. Um dia, tocado pelas tantas orações em forma de luz que vinha subir aos céus feito raios de cima para baixo, o Soberano perguntou aos seus querubins de quem vinha tamanha fé, ao que seus celestes serviçais o informaram. Apiedado do jovem, Ele resolveu ouvir suas súplicas e resolveu atendeu ao pedido de seu fervoroso filho. Súbito, ouviu-se um estrondo magnífico e a humanidade viu fendas abissais se abrirem na terra, sugando países inteiros para o centro do planeta, enquanto ondas estupendas se ergueram no horizonte e inundaram outras tantas nações, até que, um a um, todos os continentes foram consumidos pelo fogo dos vulcões, as iras dos tufões e o impacto reverberativo de um cometa que com a Terra acabava de colidir pondo fim à humanidade. Os poucos que ainda restaram vivos em alguns promontórios de terra a boiar na lava incandescente, morreram de fome ou das doenças provenientes das carcaças putrefatas dos animais dizimados.<br />
Ao fim da história, o moço manteve o olhar aterrado no sábio que balançava a cabeça com lentidão. “Vide a sabedoria divina, meu filho?” indagou o mestre após um tempo. “Agora, ide. Ide consciente de que temos um Pai amoroso que, tão mais sinceras são as súplicas de seus filhos, mais Ele é pressuroso em conceder-lhes os desejos”.</p>
<p>EXÚBERO</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=287&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O espelho do corredor</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 23:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[. And so, this is Cristmans. And what have you done? Disse a bela canção. Sad the beautiful song. E o que você fez, Zé Rubens? A ansiedade já me pega às primeiras horas do dia, pois tenho um compromisso para hoje, à tarde, preciso de um café, preciso urgente de um café! As pessoas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=284&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.<br />
And so, this is Cristmans. And what have you done? Disse a bela canção. Sad the beautiful song. E o que você fez, Zé Rubens?<br />
A ansiedade já me pega às primeiras horas do dia, pois tenho um compromisso para hoje, à tarde, preciso de um café, preciso urgente de um café! As pessoas, meus amigos e parentes, pediram para eu tocar na noite de Natal um trecho de A Paixão Segundo São Mateus. Eles adoram me ouvir tocar e preciso ensaiar a peça ao violino. Não posso dar bobeira, é a maior obra do maior compositor da história da música.<br />
Barbeio-me de qualquer jeito, deixo o banheiro, escuto os cachorros latirem, olho para fora e não vejo ninguém. Chego à sala tão entusiasmado que pareço não reconhecer o ambiente de casa. Procuro me familiarizar, meus olhos caindo na foto do casamento de meus pais, esmaecida, num porta-retratos inclinado, com babados nas bordas. Na fotografia ao lado, o batismo de meu primogênito e, sobre a lareira, o catecismo de meu caçula. O relógio chama minha atenção por seus digitais fosforescentes. Dezembro, fim. 2009 anos passados da era cristã.<br />
Olho no espelho do corredor e vejo minha imagem. Ao fundo, sobre meus ombros, enxergo um crucifixo fincado na parede. E o que você fez, Zé Rubens? O cara só viveu para que fizéssemos esta pergunta a nós mesmos&#8230; Toda sua vida foi dedicada a isto, e mais nada.<br />
Vasculho na folhinha do ano que vem à procura dos dias vacantes. Corpus Christi, dia da Padroeira, festas juninas, Finados, Natal, hmm, não será um ano tão bom em feriados. Sento-me à mesa de café que se vê pronta. Pagava a diarista só para isto, fazer a mesa de café, com exceção da quarta, quando aparecia para limpar a casa. Quis contar para alguém sobre a festa de hoje à noite, mas ela já havia saído.<br />
Olho para a foto de Thiago afixada na parede da copa e sinto uma saudade dolorosa. Meu filho está ao lado de duas loirinhas, enrolados numa bandeira branca com uma cruz azul no meio. A geleira atrás deles. Fico na dúvida se estão na Suécia ou na Dinamarca. Tento me lembrar do país cuja bandeira acoberta meu primogênito, mas desisto. Quase todos os países da Europa têm uma cruz assim. Mudam apenas as cores.<br />
Ainda meio chumbado, deixo cair a xícara no chão. “O que você fez, Zé Rubens?” quase posso ouvir Marisa dizer, a voz vindo da cozinha. Sua voz irritada, como se eu tivesse feito algo imperdoável&#8230; Cuido de limpar os cacos e, ao me levantar, desejo ardorosamente dar com os olhos dela fitando-me de cima, mesmo com aquelas pupilas cheias, quais de fera em bote. Nesses momentos, tinha uma vontade louca de lhe dar um beijo. Mas seu rosto apressado com certeza iria me desautorizar. Só daria um selinho e diria alguma desculpa, tipo: agora, não, estou atrasada&#8230; 2009 anos passados. E estamos atrasados.<br />
Ela era judia, mas se converteu ao catolicismo. Tekblek, seu nome paterno. Materno, Pereira. Marisa Pereira Tekblek. Havia a sina de sua família de se converter, de se tornar cristão-novo&#8230; Não coloquei o nome dela em meus filhos, só o meu. Ela concordou, sem relutar. Vi mesmo um lampejo de alegria, quando lhe disse que registraria Thiago e Felipe sem o Tekblek. Jamais me disse, mas desconfio de que ela queria que os filhos nunca se lembrassem de sua ascendência judia, para não serem maltratados, como foram os pais de Marisa, e os pais de seus pais. O irmão dela se revoltou. Nunca veio, claro, comemorar o Natal com a gente.<br />
“Foi este Jesus”. Disse ele um dia, com empáfia. “Estamos no mundo dele. Por isto, Marisa mudou o nome dos meus sobrinhos”. Este Jesus&#8230; Deus, nunca tinha pensado nisso. Jesus era tão familiar em nossas vidas que chamar de “este Jesus” soava crítico, irônico&#8230; Me interpus, critiquei a postura radical de meu cunhado. Indaguei-lhe como podia condenar a irmã por coisa tão pouca. Ele disparou que não a julgava de nada, ela era livre, o povo judeu foi preso por toda a existência. Não seria ele quem a iria obrigar a coisa alguma. Eu retruquei que ele havia negado a própria religião, quando era mais jovem. Quem nunca errou, que atire a primeira pedra, revidou. Todos à volta lhe deram razão, inclusive seus pais ortodoxos, e ele mostrou uma expressão gloriosa por ter me feito calar.<br />
É urgente me apressar. Além de preparar a peça ao violino, preciso comprar uns últimos presentes que faltam e, sobretudo, a estrela que encimava a árvore natalina, o maior gosto de meu caçula. Achei ouvir vozes vindas do portão&#8230;<br />
Ao fim da tarde, repasso várias vezes o trecho musical e vou ao shopping em seguida. Volto com os presentes e os coloco abaixo da árvore, junto à manjedoura e os três magos.<br />
Meus convidados adoraram a noite de Natal. Eram todas pessoas estranhas, mas nos demos muito bem na noite de Natal, o que prenunciava uma sincera e duradoura amizade. Adoraram também a peça que ensaiei.  Mas, na verdade, passamos mesmo cantando músicas populares a madrugada inteira. And what have you done, com toda a alegria e isenção, o “you”  regido em segunda pessoa. </p>
<p>ZÉ RUBENS VITALLI</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/284/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=284&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Tamanho família</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui vestida para matar, receando assustar o moço. Não gosto de decotes, mas meus seios se mostravam com vida própria. Esperei na calçada de casa, feliz por não encontrar nenhum conhecido. Quando me viu, o cara estava tão nervoso que piscou para o carro e olhou para mim. Era um big de um carrão. Zero, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=281&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui vestida para matar, receando assustar o moço. Não gosto de decotes, mas meus seios se mostravam com vida própria. Esperei na calçada de casa, feliz por não encontrar nenhum conhecido.<br />
Quando me viu, o cara estava tão nervoso que piscou para o carro e olhou para mim. Era um big de um carrão. Zero, caro, lustrado como um peito de estátua. Pelo tamanho do auto, imaginei que ele fosse me levar para jantar no Waldorf-Astoria. Mas me levou para comer no Drive thru. É, isto mesmo, a gente fez um lanche no auto. Reclamei, mas ele me disse que faríamos um pick nick e cedi. Verdade que o sujeito não economizou. Pagou tudo o que eu queria, sanduíche, sunday, milk shake, fritas, tudo large, tamanho família. Eu lhe disse que meu sobrinho adorava os brindes ganhos nos lanches e ele não hesitou. Pediu cinco tipos diferentes, para dar ao garoto e me deixou cheia de lembrancinhas. Pagou a conta alta com o cartão de crédito como quem paga cigarros. American Express. Passamos uma hora a rodar pela cidade, o carro seguindo pelas ruas sem destino, o câmbio roçando minha perna toda a hora e eu me fazendo de desentendida. Estacionou na pracinha do Por do Sol e, pela vista panorâmica, me lembrei de que estava em São Paulo. O moço argumentou que fazia uma noite quente e era bom ficar ao ar livre com moradora da Vila Madalena. Achei espirituoso e, como estava naqueles dias em que um chaveiro escrito oi comovia, fiquei tocada. Os beijos esquentaram e eu preferi o ar condicionado. O carro saiu cantando os pneus. Ao invés de me levar a um motel, me levou a um Drive in. Drive in!? Ninguém mais vai a um Drive in! Fiquei ofendida. Se ele posava de burguês, por que achava que podia ser diferente com a mamãe aqui? Usou um argumento demolidor: um quarto de hotel era impessoal. Sabem como é, né, garotas? Nesta montanha russa – ou roleta? &#8211; que é a vida amorosa, na hora da subida é salto alto, na descida, é precipício. A fila anda e a gente ri com arrogância, no topo, ri com humildade, na queda, grita como uma serial vítima e não enjoa quando o ciclo já passou. E a gente aceita ir de um drive thru a um drive in. In thru. Lá estacionados, pensei que a história do drive fosse ter fim, mas ele colocou um cd no disc drive de seu carro. Claro que o automóvel não tinha um aparelho de som, tinha um computador. Colocou uma música bate estaca para matar vampiro da noite e parecia se deleitar com a música, enquanto berrava o refrão I never wanna die. Eu me perguntando, pra quê? Sente só o som, ele suspirou. Quatro caixas acústicas e oito tweeter.<br />
Não aguentei mais. Virei para ele e lhe perguntei se aquela era a sua primeira vez. Ele: não, saiu da loja faz alguns dias já.</p>
<p><strong>Cecília D’Ávila</strong></p>
<p>(postado no www.blonicas.zip.net )</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/281/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=281&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Canto a amigos</title>
		<link>http://maurojudice.wordpress.com/2009/10/22/canto-a-amigos/</link>
		<comments>http://maurojudice.wordpress.com/2009/10/22/canto-a-amigos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 15:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, queridos e amados amigos Quero dizer o quanto sou grato Não só por terem vivido comigo Ou terem estado ao meu lado Me livraram dos jogos de amar Me salvaram de olhos errantes Quando a mim não podiam avisar Ou alcançar por estarem distantes Porque hoje é meu o seu manto Seu olhar e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=270&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, queridos e amados amigos<br />
Quero dizer o quanto sou grato<br />
Não só por terem vivido comigo<br />
Ou terem estado ao meu lado</p>
<p>Me livraram dos jogos de amar<br />
Me salvaram de olhos errantes<br />
Quando a mim não podiam avisar<br />
Ou alcançar por estarem distantes</p>
<p>Porque hoje é meu o seu manto </p>
<p>Seu olhar e conselho direto<br />
Agradeço por isso também<br />
Mas ainda é maior o seu veto<br />
Pelo o que dentro contem</p>
<p>Me fizeram sentir o sentido<br />
Que distingue a emoção e a dor<br />
Jamais me esqueci do ouvido<br />
E caí em promessas de amor</p>
<p>Porque hoje é meu seu encanto </p>
<p>Dois se amam se mil amaram<br />
E estou só para estar com alguém<br />
Porque antes vocês me mostraram<br />
Que amo a todos ou amo a ninguém</p>
<p>Da existência parece um decreto<br />
Que amigos ensinam em presença<br />
Com palavras, gestos e afeto<br />
Mas no mais nos guiam em ausência</p>
<p>Porque hoje é seu o meu canto</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=270&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Pois me inebrio de poesia</title>
		<link>http://maurojudice.wordpress.com/2009/09/26/pois-me-inebrio-de-poesia/</link>
		<comments>http://maurojudice.wordpress.com/2009/09/26/pois-me-inebrio-de-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 18:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[- Não acredito no que estou vendo, você por aqui? - Oi, e aí!! Quanto tempo, onde cê tem andado? - Ué, estou no mesmo lugar. Você sumiu, meu! - A gente se dava tão bem&#8230; E teu pai? - Melhorou um pouco por estes dias. - Márcia disse que tava pior? - Cê encontrou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=255&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Não acredito no que estou vendo, você por aqui?</p>
<p>- Oi, e aí!! Quanto tempo, onde cê tem andado?</p>
<p>- Ué, estou no mesmo lugar. Você sumiu, meu!</p>
<p>- A gente se dava tão bem&#8230; E teu pai?</p>
<p>- Melhorou um pouco por estes dias.</p>
<p>- Márcia disse que tava pior?</p>
<p>- Cê encontrou ela onde?</p>
<p>- Acho que foi na rua.</p>
<p>- Passa lá em casa!</p>
<p>- Cê também, vai lá.</p>
<p>- Abraço na esposa.</p>
<p>- Outro na tua</p>
<p>- Mando, sim.</p>
<p>- Passa lá.</p>
<p>- Passo. </p>
<p>- Até.</p>
<p>- Té</p>
<p><strong>Cristina</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=255&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Olhando da Janela</title>
		<link>http://maurojudice.wordpress.com/2008/11/27/olhando-da-janela/</link>
		<comments>http://maurojudice.wordpress.com/2008/11/27/olhando-da-janela/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[. Saí à janela. Ou parte de meu corpo saiu. Vi um movimento na rua à volta da árvore, plantada há décadas, bem em frente ao meu prédio. Uma árvore pejada de galhos e folhas, cujo nome não sei. Funcionários da prefeitura a derrubavam, porque estava condenada e oferecia risco de cair. Era difícil de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=235&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Saí à janela. Ou parte de meu corpo saiu. Vi um movimento na rua à volta da árvore, plantada há décadas, bem em frente ao meu prédio. Uma árvore pejada de galhos e folhas, cujo nome não sei. Funcionários da prefeitura a derrubavam, porque estava condenada e oferecia risco de cair. Era difícil de acreditar que, tão pulsante de verde, estivesse morta. Mas muita coisa parece viva, e está morta. A dois metros da roda crescente de curiosos, alguns homens conversavam. Discutiam, indiferentes à perícia dos funcionários, pois eram homens maduros como a árvore. Discutiam sobre o mundo. Como costuma ocorrer, quando o tema debatido é a evolução da raça humana, irrompeu acirrada polêmica no grupo, competindo com a serra elétrica. Uns deles nem admitiam ouvir que o mundo estivesse melhorando. Outros, ao contrário, diziam que estava melhor, a olhos vistos, em comparação a tempos passados. Certas vezes, precisavam interromper a discussão. A serra elétrica era mais enfática. Passavam-na de cima para baixo. Nos galhos maiores, depois nas partes superiores do tronco e, enfim, na base do tronco. Os pedaços caíam com minhas lembranças. Moleques nela dependurados, casais atrás, se amando na madrugada, cães nela amarrados, pessoas às suas sombras estagiando em meio à caminhada., meu primeiro beijo antes de entrar em casa. Os homens não chegavam a um acordo. Os argumentos de lado a lado eram contundentes. Os pessimistas apontavam para as guerras infindáveis, as catástrofes climáticas provocadas pela interferência danosa do homem na natureza, o contingente de miseráveis largados à própria sorte em todo o planeta, o advento de novas doenças incuráveis, os crimes hediondos em profusão&#8230; Aos poucos, todos fomos vendo um vazio crescer atrás da árvore depenada. Só nestes momentos nos damos conta do quanto a natureza é frondosamente refrescante do homem. Os otimistas afirmavam que todas as desgraças do mundo moderno ainda eram menos incidente ao que ocorria há um século, quem dirá séculos&#8230; A rua estava suja de galhos e folhas. Não restava nada da árvore, senão um toco de tronco. Todos foram embora e a solidão da rua ficou ainda mais espessa. Sobrou uma moça, como sobrou o concreto para todo lado. Hesitante, mas decidida, pediu aos funcionários da prefeitura para arrancarem o toco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"><span>        </span>- Para quê? &#8211; perguntou um deles, entrando no caminhão, quase fechando a porta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"><span> </span><span>       </span>- Pra deixar espaço pra outro oiti.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-family:Verdana;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"><strong>Cecília D&#8217;Ávila</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">(postado no </span><a href="http://www.digestivocultural.com/"><span style="font-size:small;color:#800080;">www.digestivocultural.com</span></a><span style="font-size:small;"> )</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/235/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/235/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=235&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Vanguarda sem dentes</title>
		<link>http://maurojudice.wordpress.com/2008/11/23/vanguarda-sem-dentes/</link>
		<comments>http://maurojudice.wordpress.com/2008/11/23/vanguarda-sem-dentes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 18:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maurojudice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas Diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[. Mas, convenhamos, meus caros filósofos da modernidade, está difícil achar uma vanguarda depois do “tudo pode” e do “nada é proibido” que grassam nas correntes de idéias há décadas. Mal se pode distinguir romance de conto ou de poesia, com fins de estudo, de se compreender a literatura, de mapeá-la para melhor assimilá-la, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=234&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Mas, convenhamos, meus caros filósofos da modernidade, está difícil achar uma vanguarda depois do “tudo pode” e do “nada é proibido” que grassam nas correntes de idéias há décadas. Mal se pode distinguir romance de conto ou de poesia, com fins de estudo, de se compreender a literatura, de mapeá-la para melhor assimilá-la, que já logo aparece indivíduo a vociferar o alcance ilimitado de uma obra de arte, que não admite ser denominada, que qualquer denominação é elemento cerceador, pois toda a expressão humana pode ser tudo, dependendo da perspectiva sob a qual se a aprecie e que, enfim, tudo pode ser tudo. A ciência não consegue aferir o limiar entre matéria morta e viva e, no entanto, não cessa de criar classificações para o avanço do conhecimento, agregando conceitos que nunca são estanques, são reativos. E em filosofia e arte? Qual vai ser a linha contestatória, qual vai ser a reivindicação se tudo pode, vez que ninguém reivindica algo que se encontra plenamente acessível? Qual vai ser a dialética, se não há mais antítese? Repararam que não temos Escola Literária ou Movimento de Cinema e Teatro desde muito? Como poderia, se a simples menção de um círculo em se agrupar em torno de uma idéia vira objeto de repúdio das classes pensantes, porque, para a comunhão de princípios, é necessário escolher certos pensamentos e preterir outros, o que é preconceito, reducionismo ou mediocridade analítica? <span> </span>Talvez, a única contestação restante seja reivindicar limites, delimitações, restrições para a arte e para a filosofia. Se for o caso, vai acontecer algo sem precedentes, uma vanguarda que não venha quebrar parâmetros estabelecidos, mas pedir para se reconstruírem os antigos. Os vovôs vão sair às ruas, gritando, manifestando, provocando os inânimes jovens, de quem roubaram toda a possibilidade de rebeldia. Sim, porque a juventude vive um marasmo de dar dó. Tudo o que eles querem contestar, já foi contestado, tudo o que querem destruir já foi destruído. A moçada fica sem saber o que fazer, nada para criticar, nenhuma idéia demolidora que já não foi criada, ou todas são criadas hora após hora, o que produz semelhante efeito. De platitude. Quando eles pensam que formam uma tribo inovadora, estilizada, <em>sui generis</em>, deparam-se com outras dezenas de rodas com idéias igualmente revolucionárias, de pontuda iconoclastia. Por isso, as drogas estão na ordem do dia. Fumam ou cheiram, para saírem deste mundo sem graça. Talvez, um delírio mais criativo os leve para algum lugar onde reste um grupo reacionário, limitado e, ainda por cima, satisfeito com as próprias idéias.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Binho</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">(postado no </span><a href="http://www.copadeliteratura.com/"><span style="font-size:small;color:#800080;">www.copadeliteratura.com</span></a><span style="font-size:small;"> )</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/maurojudice.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/maurojudice.wordpress.com/234/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=maurojudice.wordpress.com&#038;blog=4077651&#038;post=234&#038;subd=maurojudice&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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